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O comércio virou conteúdo: como Shein e Shopee estão mudando tudo

O consumo agora é um evento (e não só uma transação)

por Pablo Fedatto
#Tendências#Consumo#Marketing
5 minJul, 2025
Imagem de capa do insight O comércio virou conteúdo: como Shein e Shopee estão mudando tudo

Aquele modelo tradicional de e-commerce — entrar no site, escolher um produto, finalizar o pedido — não é mais a regra. O que antes era uma relação funcional entre consumidor e marca virou entretenimento, socialização e pertencimento.

Plataformas como TikTok Shop, Shopee e Shein entenderam isso. E não só entenderam: moldaram seus ambientes para que a compra aconteça dentro de uma experiência contínua, dinâmica e divertida. O TikTok Shop, por exemplo, cresceu mais de 200% no Brasil só no último ano.

A jornada do consumidor virou um ecossistema

Esquece o funil linear (atenção > interesse > consideração > compra > fidelização). Hoje, a jornada é um emaranhado de toques, interações e microdecisões em tempo real.

O consumidor pode descobrir um produto de manhã, se entreter com um meme sobre ele à tarde, ver uma review em live no fim do dia e comprar à noite — tudo isso sem sair do app. A compra não encerra a jornada: ela acontece no meio de uma vivência contínua com a marca e com a comunidade em torno dela.

Do espectador ao protagonista: o consumidor agora co-cria

No mundo do TikTok Shop e das lives da Shopee, o consumidor não é mais um receptor passivo. Ele é coautor da experiência. Comenta, grava vídeos, compartilha opiniões, influencia decisões. Vira parte ativa da narrativa da marca — e isso gera identificação muito mais forte do que qualquer campanha tradicional.

A consequência? Engajamento que vira venda. E venda que vira comunidade.

A venda como consequência, não como objetivo

Essa nova lógica é sutil, mas poderosa: a venda deixa de ser o objetivo final para se tornar um efeito colateral de um relacionamento bem construído.

Quando um criador de conteúdo mostra um produto no meio de um vídeo que você já assistiria de qualquer jeito, a linha entre "comprar" e "curtir" se dissolve. Na Shopee, as interações são gamificadas — vale cupom, pontuação, ranking. Tudo isso estimula a recorrência e faz o usuário voltar não por necessidade, mas por vontade.

A compra não é o destino. Ela é parte da jornada.

Conclusão

Quem ainda enxerga o consumidor pelo velho mapa do funil pode estar tentando navegar um território que já não existe. O novo e-commerce é emocional, interativo, imediato — e profundamente humano.

O jogo mudou. A pergunta é: a sua marca mudou com ele?

Sobre o autor

Pablo Fedatto

Sócio-fundador da Setesete

Sócio-fundador da Setesete. Lidera projetos de branding, posicionamento e estratégia de marca para empresas que querem deixar de ser commodity.

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