Como escolher um nome inesquecível para sua empresa ou produto?
Você consegue lembrar de quantas marcas já mudaram de nome?

Embora a mudança de nome até possa fazer parte de um rebranding (o que, inclusive, a gente fez há três anos com a Setesete), é muito mais comum ver a marca mudando somente sua identidade visual ou posicionamento. São poucas as empresas que mudaram de nome ao longo de suas trajetórias. E dá pra entender.
Pensa comigo: construir uma marca é um processo caro, demorado e emocionalmente exaustivo. Você gasta tempo, energia e rios de dinheiro pra que as pessoas saibam quem você é. E aí, do nada, resolve trocar o nome. Por vontade própria. Como se nada fosse acontecer. Spoiler: acontece. E não costuma ser bom.
Twitter ou X?
Quer ver na prática? Pega o caso do Twitter. Você realmente conhece alguém que usa o nome "X"? E indo mais além, você já viu alguém falar outro termo que não seja "Tweetar"? Se nem o Elon Musk, com todo dindin e ego do mundo, conseguiu enfiar essa mudança goela abaixo… imagina nós, simples mortais com um orçamento que precisa caber no mês.
Outro caso foi o da Ponto Frio, que quis ousar e virou só Ponto. Poucos anos depois, voltou atrás. O nome antigo era mais forte que qualquer tentativa de rebranding. A galera continuava chamando do jeito antigo, e no fim, o povo venceu.
Mas calma, não tô dizendo que mudar de nome nunca dá certo. Tem caso de sucesso, sim: Google virou Alphabet, Facebook virou Meta. Mas repare: esses nomes novos foram criados para as holdings, não para o que você vê todo dia. O Google continua sendo Google. O Facebook, Facebook.
O ponto é: nome importa. Muito.
77% dos consumidores são influenciados pela pronúncia e o significado do nome de uma marca.
Uma pesquisa da Wisernotify mostrou que 77% dos consumidores são influenciados pela pronúncia e o significado do nome de uma marca. Não é só estética. Nome é estratégia. Nome é percepção. Nome vende.
Os 4 pilares para um bom naming
Quando se fala de naming aqui na Setesete, a gente trata com o peso que merece. Nada de brainstorming aleatório no papel de pão. A gente criou um método baseado em 4 pilares:
- Entender o cliente — porque gosto pessoal também importa.
- Pesquisa de conceito — o nome precisa ter um porquê.
- Desenvolvimento de nomes — fáceis de falar, lembrar e com personalidade.
- Pesquisa de usabilidade — porque não adianta amar o nome e ele já estar registrado.
Não é fórmula mágica. Mas funciona.
No fim do dia, o nome é o primeiro cartão de visita da sua marca. Se ele não diz quem você é — ou pior, se ninguém entende ou lembra — todo o resto vira ruído.
Quer criar um nome inesquecível? Comece ouvindo. E depois, escolha algo que fale por você — mesmo quando você estiver em silêncio.
Sobre o autor
Pablo Fedatto
Sócio-fundador da Setesete
Sócio-fundador da Setesete. Lidera projetos de branding, posicionamento e estratégia de marca para empresas que querem deixar de ser commodity.
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