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Como escolher um nome inesquecível para sua empresa ou produto?

Você consegue lembrar de quantas marcas já mudaram de nome?

por Pablo Fedatto
#Naming#Branding#Estratégia
6 minAgo, 2025
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Embora a mudança de nome até possa fazer parte de um rebranding (o que, inclusive, a gente fez há três anos com a Setesete), é muito mais comum ver a marca mudando somente sua identidade visual ou posicionamento. São poucas as empresas que mudaram de nome ao longo de suas trajetórias. E dá pra entender.

Pensa comigo: construir uma marca é um processo caro, demorado e emocionalmente exaustivo. Você gasta tempo, energia e rios de dinheiro pra que as pessoas saibam quem você é. E aí, do nada, resolve trocar o nome. Por vontade própria. Como se nada fosse acontecer. Spoiler: acontece. E não costuma ser bom.

Twitter ou X?

Quer ver na prática? Pega o caso do Twitter. Você realmente conhece alguém que usa o nome "X"? E indo mais além, você já viu alguém falar outro termo que não seja "Tweetar"? Se nem o Elon Musk, com todo dindin e ego do mundo, conseguiu enfiar essa mudança goela abaixo… imagina nós, simples mortais com um orçamento que precisa caber no mês.

Outro caso foi o da Ponto Frio, que quis ousar e virou só Ponto. Poucos anos depois, voltou atrás. O nome antigo era mais forte que qualquer tentativa de rebranding. A galera continuava chamando do jeito antigo, e no fim, o povo venceu.

Mas calma, não tô dizendo que mudar de nome nunca dá certo. Tem caso de sucesso, sim: Google virou Alphabet, Facebook virou Meta. Mas repare: esses nomes novos foram criados para as holdings, não para o que você vê todo dia. O Google continua sendo Google. O Facebook, Facebook.

O ponto é: nome importa. Muito.

77% dos consumidores são influenciados pela pronúncia e o significado do nome de uma marca.

Uma pesquisa da Wisernotify mostrou que 77% dos consumidores são influenciados pela pronúncia e o significado do nome de uma marca. Não é só estética. Nome é estratégia. Nome é percepção. Nome vende.

Os 4 pilares para um bom naming

Quando se fala de naming aqui na Setesete, a gente trata com o peso que merece. Nada de brainstorming aleatório no papel de pão. A gente criou um método baseado em 4 pilares:

  1. Entender o cliente — porque gosto pessoal também importa.
  2. Pesquisa de conceito — o nome precisa ter um porquê.
  3. Desenvolvimento de nomes — fáceis de falar, lembrar e com personalidade.
  4. Pesquisa de usabilidade — porque não adianta amar o nome e ele já estar registrado.

Não é fórmula mágica. Mas funciona.

No fim do dia, o nome é o primeiro cartão de visita da sua marca. Se ele não diz quem você é — ou pior, se ninguém entende ou lembra — todo o resto vira ruído.

Quer criar um nome inesquecível? Comece ouvindo. E depois, escolha algo que fale por você — mesmo quando você estiver em silêncio.

Sobre o autor

Pablo Fedatto

Sócio-fundador da Setesete

Sócio-fundador da Setesete. Lidera projetos de branding, posicionamento e estratégia de marca para empresas que querem deixar de ser commodity.

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